Vídeo explica a opção da Força Aérea Brasileira pelo caça Gripen
- Anderson Gabino

- 4 de mar.
- 2 min de leitura
Por: Anderson Gabino
Como em qualquer empresa, quando toma-se uma decisão de aquisição de um bem ou serviço, após esta, ocorrem diversas criticas falando que houve "um erro na tomada de decisão". E com a Força Aérea Brasileira (FAB), não foi diferente. Em 2013, logo após a escolha do caça sueco Gripen, da SAAB, ocorreu uma enxurrada de reclamações dando conta da demora do avião para ficar operacional, já que o mesmo não estaria pronto para compra, na época.
A escolha do caça F-39E Gripen pela Força Aérea Brasileira (FAB) foi resultado do Programa F-X2, uma concorrência internacional para substituir os caças antigos da frota. Três finalistas disputaram o contrato:
Saab Gripen NG (Suécia);
Boeing F/A-18E/F Super Hornet (EUA);
Dassault Rafale (França).
A FAB escolheu o Gripen por vários fatores estratégicos, técnicos e financeiros:
1. Transferência de Tecnologia:
O Gripen foi o único concorrente que garantiu um amplo programa de transferência de tecnologia, permitindo que empresas brasileiras (como Embraer, AEL Sistemas e Akaer) participassem do desenvolvimento e fabricação;
Essa parceria fortalece a indústria aeronáutica nacional e capacita engenheiros brasileiros.
2. Custo-Benefício:
O Gripen NG ofereceu um custo de aquisição e operação menor que o Rafale e o Super Hornet;
Seu custo por hora de voo é significativamente mais baixo, tornando-o mais econômico a longo prazo.
3. Capacidade Operacional e Modernidade:
O Gripen NG possui tecnologia avançada, como radar AESA, datalink, integração com armamentos modernos e cockpit digital;
Seu design permite operar em pistas curtas e sem estrutura avançada de apoio, ideal para a geografia brasileira.
4. Independência Estratégica:
Diferente do F/A-18 Super Hornet, que depende de autorizações dos EUA para exportação e uso de armamentos, o Gripen NG ofereceu mais autonomia ao Brasil;
O Rafale, por ser um caça exclusivamente francês, apresentava dificuldades na integração de armamentos de outros países.
Então de fato, o que levou a Força Aérea a escolher o Gripen? Não seria melhor ter optado pelo Rafale ou Super Hornet que já estavam prontos e também ofereciam transferência de tecnologia?
Recentemente, graças a Internet, um vídeo de 2018, onde presidente da Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (COPAC), à época, brigadeiro do Ar Márcio Bruno Bonotto, participou de debate na Fundação FHC, e ele explica esses pontos levantados. Assistam a explicação do brigadeiro, no tempo 1:33:05
Atualmente, a Força Aérea Brasileira (FAB) possui oito caças F-39E Gripen operacionais em sua frota. Essas aeronaves fazem parte de um contrato inicial de 36 unidades, firmado há dez anos entre o governo brasileiro e a fabricante sueca Saab. As entregas desses caças estão em andamento, com previsão de conclusão até 2027. Além disso, há negociações em curso para a aquisição de até 14 caças adicionais, o que elevaria o total para 50 aeronaves.




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