John "Paddy" Hemingway: Morre o Último Herói da Batalha da Grã-Bretanha
- Redação OE

- 18 de mar.
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Redação OE
O último piloto sobrevivente da Batalha da Inglaterra, faleceu aos 105 anos, ontem dia 17 de março, conforme anuncio feito pela Real Força Aérea Britânica (RAF), descrevendo sua morte como "o fim de uma era". John "Paddy" Hemingway, era o último piloto sobrevivente da Batalha da Grã-Bretanha.
Aos 105 anos, Hemingway levou consigo as memórias de um dos momentos mais decisivos da Segunda Guerra Mundial, deixando um legado de coragem, resiliência e serviço.
Nascido em Dublin, Irlanda, em 1919, Hemingway se juntou a RAF em 1938, quando os ventos da guerra já sopravam sobre a Europa. Durante a Batalha da Grã-Bretanha, em 1940, ele serviu no Esquadrão 85, pilotando caças Hawker Hurricane para defender os céus do Reino Unido contra a temida Luftwaffe.

Seu tempo na guerra não foi isento de perigos: ele sobreviveu a quatro abates e realizou dois pousos forçados, mostrando uma impressionante determinação em continuar lutando. Mesmo após o fim do conflito, Hemingway permaneceu na RAF, alcançando o posto de Capitão antes de se aposentar em 1974.
Sua história inspirou gerações e ajudou a manter viva a memória do sacrifício feito por aqueles que se tornaram conhecidos como "The Few" (os Poucos), termo cunhado pelo então, primeiro-ministro britânico, Winston Churchill. "Esses aviadores desempenharam um papel crucial na defesa aérea do Reino Unido durante o conflito. Jamais, no campo dos conflitos humanos, devemos tanto a tão poucos", declarou o primeiro-ministro na época.
‘Fim de uma era’
O falecimento do piloto marca "o fim de uma era" e um "lembrete comovente dos sacrifícios feitos por aqueles que lutaram pela liberdade durante a Segunda Guerra Mundial", declarou a RAF. "Discreto, tranquilo e espirituoso, talvez não desejasse ser o último dos 'Poucos', mas incorporou o espírito de todos os que sobrevoaram os céus britânicos em defesa do país”, diz um trecho do comunicado da RAF.

Ele foi um dos últimos testemunhos vivos de um período em que o destino do mundo estava nas mãos de jovens pilotos que enfrentaram probabilidades impossíveis. Líderes britânicos, veteranos e entusiastas da aviação prestaram homenagens ao piloto, reconhecendo sua importância histórica e seu compromisso com a liberdade.
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, prestou homenagem ao veterano nesta terça-feira, destacando que Hemingway nunca se considerou um herói, mas um homem que simplesmente fazia seu trabalho, como tantos outros de sua geração. "Seu senso de dever e serviço garantiu nossa liberdade, e nunca o esqueceremos", acrescentou.

O príncipe William, por meio de sua conta no X, também prestou sua homenagem ao ultimo dos Poucos: "Devemos muito a Paddy e à sua geração, pelas liberdades que desfrutamos hoje. Sua coragem e sacrifício serão sempre lembrados, nunca os esqueceremos", publicou.
John "Paddy" Hemingway será lembrado não apenas como um soldado, mas como um símbolo da luta contra a tirania. Seu nome permanecerá gravado na história, ecoando nas asas dos aviões que ainda cruzam os céus que ele ajudou a proteger.
Com informações de agências internacionais, Tradução e adaptação: Observatório Estratégico

















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